As exportações de Santo André em 2025 alcançaram US$ 500,7 milhões no primeiro semestre, representando um crescimento de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da FIESP com base nas informações do CIESP regional. Apesar do avanço nas vendas externas, o município registrou um déficit comercial de US$ 88 milhões, pressionado pelas importações que somaram US$ 588,7 milhões, alta de 20,5% em relação a 2024.
Setores industriais puxam as exportações
A diversidade da indústria andreense ficou evidente na pauta exportadora. Os principais produtos enviados ao exterior foram borracha e derivados (26%), seguidos por armas e munições (21,1%) e plásticos e suas obras (9,8%). O destaque para setores como químico, defesa e transformação de materiais reforça o posicionamento da cidade como polo produtivo relevante no estado.
Estados Unidos lideram como destino e origem
No comércio exterior, os Estados Unidos se mantiveram como o principal destino das exportações de Santo André, com 35% do total, seguidos por Argentina (23,5%) e Holanda (3,6%). No lado das importações, os EUA também lideraram, respondendo por 27,3%, à frente de China (18,4%) e Alemanha (5,3%).
Contexto regional e atenção a riscos externos
O resultado da cidade reflete um panorama mais amplo: o estado de São Paulo, por exemplo, acumulou déficit de US$ 5,87 bilhões no semestre. Mesmo com um bom desempenho em vendas aos Estados Unidos, especialistas alertam para o risco de medidas protecionistas vindas do mercado norte-americano, o que exige maior atenção do setor produtivo e do poder público local para manter a competitividade das exportações.

