• Home  
  • Reforma tributária exigirá atenção redobrada a preços e contratos no ABC
- Economia

Reforma tributária exigirá atenção redobrada a preços e contratos no ABC

ACISBEC debate impactos da reforma tributária no ABC e alerta empresas sobre mudanças em preços e contratos a partir de 2026.

A noite desta terça-feira (6) reuniu um público expressivo na sede da ACISBEC (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo do Campo). Cerca de 160 empresários, contadores, advogados e administradores ocuparam cada assento do auditório para ouvir Rodrigo Spada, presidente da AFRESP e da FEBRAFITE, detalhar o que está por vir com a reforma tributária.

O encontro girou em torno de um ponto central: o impacto que a nova estrutura de impostos terá sobre a competitividade e a precificação. Spada lembrou que, a partir de janeiro de 2026, começa a implantação gradual do novo modelo, com transição até 2032. O alerta mais imediato foi para que as empresas evitem fechar contratos de longo prazo sem considerar o cenário fiscal que se aproxima, sob risco de inviabilizar negócios.

Com a substituição de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pelo CBS e IBS, os preços relativos de produtos e insumos serão redesenhados, afetando todos os setores. “A mudança é ampla e inevitável. Todas as empresas serão alcançadas, independentemente do porte ou atividade”, enfatizou.

O especialista destacou ainda que a nova lógica de arrecadação poderá reposicionar economicamente regiões como o ABC. Hoje, muitos empreendimentos são atraídos por benefícios fiscais oferecidos por determinados municípios, mas, segundo Spada, a tendência é que fatores como infraestrutura, proximidade de mercados e mão de obra especializada voltem a determinar a escolha de localização. “O ABC, com sua tradição industrial e base sólida de investimentos, pode se tornar ainda mais competitivo”, observou.

A palestra contou também com a visão de Odilon Luiz Oliveira Júnior, representante do CRCSP em São Bernardo. Para ele, a reforma trará mudanças diretas na rotina dos escritórios de contabilidade e exigirá um novo tipo de planejamento tributário. “Cada regime – simples, lucro presumido ou real – precisará ser reavaliado. O que hoje funciona, amanhã pode não ser a melhor opção”, comentou.

Fechando a noite, o presidente da ACISBEC, Valter Moura Júnior, reforçou que preparar o empresariado é prioridade. “Esta é uma transformação histórica. Informação e organização serão as maiores aliadas para atravessar essa fase com segurança”, concluiu.

© Rota ABC. Todos os direitos reservados.